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Consultoria fiscal e contábil: o que muda no papel do contador com a nova legislação

Consultoria fiscal e contábil o que muda no papel do contador com a nova legislação (2)

A Reforma Tributária aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 inaugura uma nova fase para empresas e profissionais da contabilidade.

A simplificação prometida pelo governo vem acompanhada de novas responsabilidades técnicas, maior uso de tecnologia e um aumento significativo na demanda por consultoria fiscal e contábil.

Com mudanças como o IVA dual (CBS + IBS), o fim de regimes históricos, a aplicação do Split Payment e a redistribuição de obrigações tributárias, o contador deixa de atuar apenas como responsável por rotinas fiscais e passa a ocupar um papel estratégico na sobrevivência financeira das empresas.

Neste artigo, você entenderá o que muda, como as empresas devem se preparar e por que a consultoria fiscal e contábil passa a ser indispensável em 2026 e 2027.

Novo sistema tributário: o que muda para as empresas e para o contador

A transformação não é apenas técnica — ela impacta processos, tecnologia, formação profissional e principalmente a relação entre contador e empresa.

A seguir, veja os pilares que redefinem o papel do contador.

Implementação do IBS e da CBS

A criação do IBS (estadual e municipal) e da CBS (federal) substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Na prática, a apuração passa a funcionar no modelo IVA, com créditos amplos, cobrança “por fora” e tributação no destino, como descreve o documento base da reforma:

Esses elementos aumentam a necessidade de:

  • interpretação especializada,

  • categorização correta de produtos e serviços,

  • parametrização técnica nos ERPs,

  • reestruturação da precificação.

Aqui, a atuação da consultoria fiscal e contábil é determinante para evitar erros que podem resultar em autos de infração, pagamentos a maior ou perda de créditos.

Fim de regimes consolidados e nova lógica operacional

A reforma elimina regimes totalmente estabelecidos no país, como:

  • ICMS-ST (Substituição Tributária)

  • regimes monofásicos

  • modelos cumulativos de tributação

  • benefícios fiscais setoriais tradicionais

Segundo o documento técnico enviado, o fim do ICMS-ST altera profundamente a operação de setores inteiros, exigindo maior controle fiscal direto no varejo e na distribuição .

A consequência prática

A contabilidade não será mais apenas “cumpridora de obrigações”, mas implementadora de modelos fiscais completamente novos.

Split Payment: o imposto recolhido automaticamente

O Split Payment será um dos pontos mais desafiadores da nova legislação.

Ele determina a separação automática do imposto no momento da transação financeira, antes mesmo de o vendedor receber o pagamento. 

O material enviado detalha esse ponto e reforça que o impacto no fluxo de caixa será significativo, inclusive para pequenos negócios .

Isso exige:

  • revisão do fluxo de caixa,

  • reestruturação de contratos e prazos,

  • adequação de sistemas de pagamento,

  • alinhamento com bancos e adquirentes.

A consultoria fiscal e contábil passa a ser essencial na transição — tanto para simular cenários quanto para adaptar processos.

 

Tributação no destino e impacto na precificação

Como o imposto deixa de ser cobrado no local da origem e passa a ser apurado no destino, empresas que vendem para outros estados dependerão de:

  • sistemas automatizados,

  • cadastros atualizados por CEP/UF,

  • formação de preços dinâmica,

  • regras locais do IBS.

O arquivo enviado reforça que essa mudança pode gerar preços diferentes para o mesmo produto dependendo da localização do consumidor final .

Isso amplia a importância consultiva do contador na definição de margens e elasticidade de preços.

Por que o contador passa a ter um papel ainda mais estratégico

A soma das mudanças coloca o contador numa posição de “arquiteto tributário” dentro das empresas.

Veja os novos papéis esperados.

Redutor de riscos fiscais em cenário de maior fiscalização

Com o fim da cumulatividade e a promessa de créditos amplos, os erros passam a ser mais facilmente identificados pelas autoridades — especialmente com o uso de inteligência fiscal, cruzamentos automáticos e o Split Payment.

Empresas precisarão de consultoria fiscal e contábil constante para:

  • evitar autuações,

  • revisar créditos,

  • manter parâmetros fiscais atualizados,

  • acompanhar regras estaduais e municipais.

 

Implementador de tecnologias fiscais e ERPs

A reforma força uma modernização generalizada:

  • ERPs precisam de nova parametrização;

  • módulos fiscais devem ser reprogramados;

  • tabelas de NCM, códigos e alíquotas serão revisados;

  • processos manuais deixarão de funcionar.

Profissionais de contabilidade tornam-se indispensáveis nessa transição.

Orientador de estratégias empresariais

Ao migrar para um sistema com créditos amplos e cobranças automáticas, empresas precisarão reavaliar:

  • sua cadeia de fornecedores;

  • contratos;

  • regime tributário;

  • política de preços;

  • logística e distribuição.

A consultoria fiscal e contábil passa a ser um braço direto da gestão empresarial.

Tabela: o que muda no trabalho do contador antes e depois da reforma

Aspecto

Antes da Reforma

Depois da Reforma

Modelo de impostos

Múltiplos tributos (ICMS, ISS, PIS, Cofins)

IVA-dual (CBS + IBS)

Tributação

Origem

Destino

Cálculo

Por dentro em alguns tributos

Totalmente por fora

Regimes

ST, monofásicos, cumulatividade

Extinção dos regimes especiais

Apuração

Manual/semiautomática

Altamente automatizada

Fluxo de caixa

Impostos recolhidos após a venda

Split Payment recolhe antes do recebimento

Papel do contador

Cumprimento de obrigações

Planejador tributário + consultor de negócios

Necessidade de tecnologia

Opcional em alguns setores

Obrigatória

Como as empresas devem se preparar para a nova legislação

A transição não será simples e já começou em 2026 com o período de testes.

Especialistas recomendam que as empresas invistam em três frentes:

Ajustes no fluxo de caixa

O Split Payment altera imediatamente o caixa da empresa, exigindo:

  • reserva de capital,

  • projeções revisadas,

  • renegociação de prazos com fornecedores,

  • adaptação do ciclo financeiro.

Revisão completa da precificação

A composição dos preços terá novos elementos, como:

  • alíquotas variáveis por estado/município,

  • créditos ampliados,

  • devolução (ou não) de créditos acumulados,

  • mudanças no custo de aquisição.

Empresas que não recalcular suas margens terão perda de competitividade.

Atualização de sistemas e parametrizações

Cada produto ou serviço será impactado por:

  • NCMs atualizados,

  • regras de essencialidade,

  • alíquotas diferenciadas (zero, reduzida ou padrão),

  • possibilidade de cashback,

  • incidência do Imposto Seletivo, como detalhado no PDF enviado .

A revisão envolve contadores, TI e consultores.

Capacitação das equipes internas

Treinamentos precisam abranger:

  • novos relatórios,

  • novas declarações,

  • novos cruzamentos automáticos,

  • interpretação de créditos,

  • novas obrigações acessórias.

Com a modernização do fisco, qualquer inconsistência será detectada rapidamente.

O papel da consultoria fiscal e contábil na nova era tributária

A partir de 2026, nenhuma empresa conseguirá navegar no novo sistema sem apoio especializado.

A consultoria fiscal e contábil passa a atuar em quatro frentes principais:

Diagnóstico tributário completo

Mapeamento de:

  • operações,

  • cadeia de fornecedores,

  • regras especiais,

  • benefícios e créditos,

  • riscos de autuação.

Planejamento tributário preventivo

Análise personalizada para:

  • definir o melhor regime tributário,

  • reduzir carga fiscal,

  • estruturar operações complexas,

  • orientar formação de preços,

  • reorganizar a cadeia de suprimentos.

Implementação dos novos modelos fiscais

Adequação completa ao IVA:

  • parametrização de ERPs,

  • revisão de cadastros,

  • regras de crédito e débito,

  • escrituração digital.

Acompanhamento contínuo e suporte estratégico

O Comitê Gestor do IBS, Receita Federal e estados ainda publicarão diversas normas complementares.

Por isso, empresas precisarão de acompanhamento frequente para manter a conformidade.

Prepare sua empresa para a nova legislação com a GSV Contabilidade

A Reforma Tributária muda tudo: apuração, créditos, fluxo de caixa, regimes fiscais e a rotina contábil das empresas.
Se você quer evitar riscos, pagar menos impostos e adaptar sua operação com segurança, precisa de especialistas ao seu lado.

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